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Alergia: o que é, como surge, seus tipos e tratamentos

Conheça as causas e os tratamentos para alergias respiratórias, alimentares e de pele.

A alergia é uma doença comum, cuja ocorrência vem aumentando no mundo todo. Ela pode se manifestar em qualquer parte do corpo, mas é mais prevalente no sistema respiratório e na pele. Às vezes, os sintomas não passam de um breve incômodo; em outros casos, ameaçam não somente a saúde, mas também a vida de quem o apresenta. Por isso, muitas vezes é preciso fazer um tratamento para alergia.

Quer se informar melhor sobre o assunto? Então, continue a leitura e tire suas dúvidas!

 

O que é alergia?

A alergia é uma condição que afeta, diretamente, o sistema imunológico, gerando uma resposta imune aumentada. Trata-se de uma reação exacerbada a substâncias que, normalmente, seriam inofensivas ao organismo.

Os motivos que levam às reações alérgicas ainda não são totalmente conhecidos. O que se sabe é que as alergias se desenvolveram, ao longo dos séculos, como resultado do estilo de vida moderno.

Existe comprovação de que nascer por parto vaginal, mamar no peito e ter contato com animais são fatores protetores para alergias. Já nascer por cesárea, fazer tratamento com antibióticos no início da vida e ser alimentado com fórmulas são condições indutoras para alergias.

Além disso, há um componente hereditário para a propensão às alergias. Não por acaso, muitas vezes as pessoas alérgicas têm causas e sintomas parecidos com os de seus pais.

 

O que pode causar reações alérgicas?

Inúmeros agentes podem causar reações alérgicas, seja por inalação, ingestão, injeção ou contato direto com a pele ou com os olhos. Os mais comuns são:

  • alimentos (como amendoim, soja, castanhas em geral, peixes, frutos do mar, ovos, derivados do leite, grãos com glúten, entre outros);
  • medicamentos (principalmente, antibióticos derivados de penicilina, bem como alguns anti-inflamatórios e anti-hipertensivos)
  • poeira;
  • mofos;
  • pelos de animais;
  • picadas de insetos (abelhas, vespas, formigas, pernilongos etc);
  • iodo (usado em contrastes para exames radiológicos);
  • látex (presente em luvas, preservativos etc);
  • pólen; entre outros.

 

Quais são os principais tipos de alergia?

Existem alergias respiratórias, alimentares e de pele. Apesar de terem algumas características específicas, muitas vezes elas provocam sintomas semelhantes. Isso pode dificultar a determinação da causa, exigindo, por vezes, a realização de exames laboratoriais para precisar o diagnóstico. Conheça alguns dos principais tipos de alergias a seguir.

Alergias respiratórias

rinite é uma das alergias respiratórias mais frequentes. Ela provoca obstrução nasal, espirros, coriza, dificuldade para dormir e fadiga. Apesar de se manifestar em qualquer época, em determinadas situações ou climas ela pode se intensificar, inclusive, evoluindo para asma.

sinusite de origem alérgica é outra condição bastante comum. Geralmente, tratam-se de episódios sazonais, ligados a substâncias suspensas no ar em determinados períodos do ano.

Alergias alimentares

As alergias alimentares podem ser bastante graves, caso não sejam diagnosticadas e tratadas a tempo. A princípio, logo após a ingestão de um determinado alimento (o principal alérgeno alimentar é o amendoim), o indivíduo apresenta erupções na pele, coceira, náuseas e diarreia.

A depender da intensidade, uma inflamação severa na garganta é desencadeada. Daí aquela sensação de que tudo “está fechado” e, sem a respiração, pode levar à morte.

Alergias na pele

Todas as alergias na pele se caracterizam pelo rash cutâneo e coceira intensa. Elas têm causas variadas, que podem envolver o contato com ácaros, alimentos, medicamentos, picadas de insetos, látex, pólen e mais. Até mesmo mudanças climáticas ou situações de estresse podem interferir no seu surgimento. São exemplos:

  • urticária, uma forma de alergia que forma placas avermelhadas e pápulas que coçam muito e causam formigamento;
  • angioedema, um tipo de alergia que atinge as camadas mais profundas da pele, provocando inchaço ao redor dos olhos, nos lábios, na língua e, por vezes, na glote (sendo mais comum em pessoas com histórico de urticária que foram reexpostas ao alérgeno);
  • eczema de contato (ou dermatite de contato), que ocorre quando uma pessoa fica em contato direto com uma determinada substância que lhe causa alergia (por exemplo, metais, como os de bijuterias, certas substâncias químicas, presentes em cosméticos, látex, usado em luvas, entre outras), sendo os principais sintomas a coceira e a vermelhidão restrita à região afetada;
  • dermatite atópica, um processo inflamatório com períodos de melhora e piora, muito comum em crianças, que provoca o ressecamento da pele e pode ser causada por alimentos, ácaros, pelos de animais, perfume e até o próprio suor, podendo, ainda, ser desencadeada ou agravada por aspectos emocionais;
  • as picadas, que também provocam alergia na pele e, quanto mais sensível a pessoa for à saliva do inseto, mais extensa e intensa será a reação alérgica, podendo levar a um quadro de prurigo estrófulo (com lesões que duram até um mês).

 

Como identificar uma reação alérgica?

Ninguém nasce alérgico. Para que a alergia se desenvolva, o indivíduo deve entrar em contato, pela primeira vez, com a substância causadora.

Na pessoa alérgica, as células de defesa produzem uma grande quantidade de histamina. Uma reação alérgica é caracterizada por sintomas como:

  • lesões avermelhadas na pele, que provoquem coceira e/ou ardor;
  • inchaço nos lábios e/ou nas pálpebras;
  • irritação na garganta;
  • coriza nasal;
  • dificuldade para respirar;
  • conjuntivite;
  • tosse persistente;
  • sensação de sufocamento;
  • náuseas e vômitos;
  • queda da pressão arterial, tonturas e síncopes (desmaios).

 

Como evitar as reações alérgicas?

Muitas vezes, são necessárias várias tentativas até encontrar uma maneira de evitar as reações alérgicas. Ter paciência, diante disso, é muito importante. Mesmo porque, o estresse e a ansiedade podem acometer o paciente, novamente, com os sintomas da alergia.

Testes de sensibilidade ajudam a diagnosticar a causa do problema. Feito isso, recomenda-se evitar o contato com o alérgeno.

 

Por que é importante tratar as alergias?

Uma doença alérgica sem o tratamento adequado pode evoluir para uma doença crônica. Assim, a identificação dos alérgenos é importante para controlar o problema e prevenir crises.

Além disso, em alguns casos existe o risco de anafilaxia. Trata-se de uma reação alérgica exagerada e potencialmente fatal, que leva ao colapso do sistema circulatório. Ainda que possa ocorrer em pessoas que nunca tiveram episódios alérgicos, a reação anafilática é mais comum nas com histórico do problema.

 

Quais são os tratamentos para alergias?

Como mostrado, as alergias podem aparecer em qualquer momento da vida e provocar diferentes reações. Para prevenir complicações, é muito importante que, diante de qualquer manifestação, um especialista seja procurado.

O tratamento para alergia pode ser feito por intervenção clínica e medidas de controle ambiental. Conforme o quadro, o médico pode indicar loções de calamina, pomadas com corticoides, vasoconstritores nasais, anti-histamínicos (antialérgicos) orais, corticoides, entre outros medicamentos.

Além disso, adotar algumas mudanças no estilo de vida contribui para afastar as doenças alérgicas. As mais importantes são: evitar o sobrepeso e a exposição à fumaça de cigarro, bem como manter uma dieta rica emfrutas e verduras e praticar exercícios físicos.

Outra possibilidade é a indicação da imunoterapia, ou seja, o uso de vacinas. Alguns pacientes, com reações graves a insetos ou com manifestações como rinite e asma, podem recorrer a esse procedimento, que visa a dessensibilização ao agente causador da alergia.

Em outros casos, o tratamento da alergia pode ser feito com a insistência no contato. O objetivo é que, depois de algum tempo, o corpo acabe por aceitar a substância e pare de reagir de modo negativo.

Quando o paciente tem mais de um tipo de alergia, o que é bastante frequente, o tratamento requer uma abordagem multidisciplinar e integrada. E em caso de reação anafilática, o tratamento costuma ser feito com a rápida administração de adrenalina.

Para concluir, por mais que os tratamentos para alergias sejam bastante efetivos, evitar os fatores desencadeantes é fundamental. Portanto, diante de qualquer manifestação estranha no organismo, procure ajuda médica e dê início à investigação do que está desencadeando os sintomas. Assim, o problema poderá ser tratado da maneira certa, preservando sua saúde e qualidade de vida!

Esperamos que o conteúdo tenha sido útil! Caso ainda tenha dúvidas, entre em contato e converse com nossos especialistas.

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