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Prova de função hepática: o que é, como é feita e para que serve?

prova de função hepática é um conjunto de exames laboratoriais realizados para avaliar o funcionamento do fígado e das vesículas biliares. Ela é feita a partir da coleta de sangue e não exige jejum. Além de detectar uma série de doenças, permite determinar seu estadiamento (nível de gravidade e progressão), bem como as respostas aos respectivos tratamentos. Por isso, é essencial tanto nos diagnósticos como na definição e acompanhamento das medidas terapêuticas.

Quer saber mais sobre o papel do fígado e entender para que servem os testes de função hepática (também conhecidos como hepatograma)? Então, continue a leitura!

Qual é o papel do fígado?

O fígado é a maior glândula do corpo humano, com cerca de 1,4 kg, 20 cm de diâmetro e 17 cm de altura. Entre as suas características mais conhecidas, destaca-se a capacidade de se regenerar. Isso porque, ele é capaz de voltar ao tamanho normal após passar por uma ressecção (remoção cirúrgica) de mais da metade do seu tamanho.

O fígado é um órgão vital. Ele é responsável por uma série de funções, entre elas:

  • processar os nutrientes absorvidos pelo intestino;
  • metabolizar o sangue, para remover as toxinas circulantes;
  • produzir proteínas e vitaminas essenciais para a saúde.

Assim, é o fígado que metaboliza as gorduras, proteínas e carboidratos ingeridas na alimentação. O órgão é capaz de:

  • transformar os ácidos graxos e glicerol (moléculas de gordura quebradas no intestino) em fosfolipídios ou colesterol;
  • usar as gorduras para sintetizar as lipoproteínas (HDL, VLDL e LDL), as quais transportam o colesterol (bom e ruim) pelo sangue;
  • determinar se a gordura ingerida será armazenada sob a forma de tecido adiposo ou usada para gerar energia para o organismo;
  • transformar os aminoácidos (moléculas de proteínas quebradas no intestino) em proteínas essenciais para o organismo (como a albumina) e formar a massa muscular;
  • transformar os carboidratos em moléculas de glicose, as quais são fontes de energia.

Além disso, o fígado é responsável por metabolizar, inativar e facilitar a eliminação de toxinas pelos rins, por meio da urina. Por exemplo: medicamentos, álcool, drogas e toxinas ambientais.

O órgão também identifica e desativa substâncias tóxicas produzidas pelo próprio organismo. É o caso de hormônios que estejam em excesso na circulação sanguínea.

Quais são os sintomas de problemas no fígado?

Com tantas funções, os problemas no fígado podem provocar sintomas dos mais variados. Os mais comuns são:

  • barriga d’água (ascite), devido ao acúmulo de líquidos no abdome;
  • circulação colateral, ou seja, quando o sangue não consegue seguir seu fluxo natural e volta, formando veias dilatadas no abdome;
  • sangramento digestivo, quando há um aumento da pressão nas veias do sistema digestivo, provocando varizes e sangramentos no estômago e esôfago;
  • encefalopatia hepática, um conjunto de alterações nas funções cerebrais (letargia, irritabilidade e falta de concentração, entre outras);
  • icterícia, nome dado à coloração amarelada dos olhos e pele, geralmente acompanhada de fezes claras e urina escura;
  • manchas roxas na pele (equimoses) e sangramentos após traumas leves, devido à deficiência na coagulação do sangue;
  • aranhas vasculares (teleangiectasias), veias finas que aparecem no tronco, braços e pernas;
  • palma avermelhada (eritema palmar);
  • crescimento de mamas nos homens (ginecomastia),
  • dor abdominal, localizada no quadrante superior direito;
  • cansaço fácil, náuseas, perda do apetite, amargor na boca e emagrecimento inexplicáveis, entre outros sintomas inespecíficos.

O que é a prova de função hepática?

A prova de função hepática serve para detectar a presença e o grau de inflamações, lesões ou disfunções no fígado e nas vesículas biliares. Para isso, é preciso fazer as dosagens de algumas substâncias no sangue. São elas:

  • 5’-nucleotidase (5’NTD);
  • transaminases ou aminotransferases (alanina aminotransferase (ALT) e aspartato aminitransferase (AST), antigamente chamadas de TGO e TGP, respectivamente);
  • alfafetoproteína (AFP);
  • bilirrubinas (direta, indireta ou total);
  • desidrogenase láctica ou lactato desidrogenase (LDH);
  • fosfatase alcalina (FAL);
  • gama-glutamil transpeptidase (gama GT ou GGT);
  • proteína total e albumina;
  • tempo de protombina ativada (TAP) ou tempo de protombina (TP) e INR.

Nos exames de rotina realizados em pacientes assintomáticos, costuma-se checar apenas a ALT (ou TGO), AST (ou TGP), FAL e GGT. Esses exames são solicitados para a identificação de alguma doença oculta no fígado ou nas vias biliares. Já nos pacientes com doenças hepáticas conhecidas, é necessária a dosagem completa.

O que as alterações nos valores de referência significam?

Depende. Os valores de referência das transaminases, por exemplo, costumam ficar entre 40 e 50 U/L. Altas nesses níveis podem apontar uma inflamação hepática devido a hepatites virais, cirrose hepática, entre outras doenças. Diagnosticada a lesão no fígado, as dosagens de albumina e o TAP, por sua vez, permitem estimar o grau de falência hepática.

Porém, alguns valores na prova de função hepática podem estar acima do normal sem ter, necessariamente, relação com distúrbios no fígado ou nas vesículas biliares. Sendo assim, somente o médico (gastroenterologista ou hepatologista) pode definir o diagnóstico, com base no quadro de cada paciente.

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