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Qual é o impacto do burnout em minha saúde?

Qual é o impacto do burnout em minha saúde?

impacto do burnout é o completo esgotamento físico e mental. Mas como uma pessoa chega a esse ponto? Na verdade, trata-se de uma somatória de fatores ao longo do tempo. O que poderia, à primeira vista, parecer apenas um cenário de estresse no trabalho, resulta em uma série de problemas de saúde para além das enxaquecas, bem como prejuízos aos relacionamentos familiares e sociais.

Neste artigo, explicamos o que é a Síndrome de Burnout e quais são seus principais sinais e fatores desencadeantes. Além disso, reunimos algumas dicas para ajudar a lidar com o problema. Confira!

Atenção: não menospreze o estresse no trabalho

Desde a infância o conceito de trabalho está presente na vida das pessoas. Quem nunca foi questionado, ainda jovem, sobre o que gostaria de ser quando crescer? Desde então, a mente ocupa-se inconscientemente na criação do conceito de trabalho.

O trabalho não tem o mesmo significado para todas as pessoas, as concepções são diferentes. Contudo, um fato importante é que independente da visão, ele ocupa uma posição de destaque não apenas para o aspecto financeiro, mas também social.

Cada vez mais temos visto que as experiências no ambiente de trabalho podem influenciar, diretamente, a vida de uma pessoa, positivamente ou não. Um dos efeitos negativos é, justamente, a Síndrome de Burnout — que pode afetar até mesmo família e amigos.

Entenda o que é burnout

Acredite, o conceito de burnout é comum e não é recente. A síndrome foi descrita pela primeira vez por Herbert Freudenberg, em meados da década de 1970. Para isso, Hebert analisou o comportamento de voluntários que atuavam em um instituto associado ao tratamento de quem fazia uso abusivo de drogas.

Por meio do estudo, ele detectou a perda de motivação apresentada pelos voluntários, que passaram a desenvolver sintomas físicos e psicológicos. No primeiro caso, a perda de energia foi algo de destaque.

Tal esgotamento foi então associado à palavra “burnout”. Analisando sua origem, o significado retrata algo que deixou de funcionar devido à falta de energia. Nesse caso, o processo de burnout é decorrente do estresse no trabalho.

Veja como o quadro começa

O completo esgotamento físico e mental não é algo que acontece repentinamente. Na verdade, o organismo passa a desenvolver uma série de ações em prol da adaptação aos fatores estressantes. Contudo, diante da falha de adaptação, o estresse se cronifica até alcançar total perda de energia e consequente exaustão física.

Mas para além dos aspectos físicos do burnout, é interessante refletir sobre quais as condições que favorecem o desenvolvimento do estresse. Pois bem, no mundo de hoje, a produtividade é cada vez mais exigida. Na prática, é preciso produzir muito e em pouco tempo, o que gera desgaste físico e mental.

Logicamente, nem sempre (ou quase nunca) essa realidade corresponde à visão e expectativa que a pessoa depositou no trabalho, que também está muito relacionado com a formação de identidade. Afinal, mais que um meio de obter renda, ele também representa um meio de inserção social — e uma quebra de expectativa causa maior impacto que prejuízos financeiros. Tal quebra afeta, ainda, o âmbito mental.

Saiba quais os sinais da síndrome

Então, vimos que a perda de energia é o sinal mais característico da Síndrome de Burnout. Entretanto, o estado de falta de energia não é sinônimo de fraqueza. Na verdade, até chegar no burnout, há uma grande luta para adaptação aos fatores de estressantes.

Enquanto há essa tentativa de combate, o organismo também manifesta de outras maneiras, comportamentais e físicas. Então, sintomas como irritabilidade, falta de paciência e tensão são comuns. Outro sintoma característico é a despersonalização, que faz o indivíduo agir de maneira indiferente ou mesmo cínica com as pessoas que o cercam. A consequência direta disso é o distanciamento afetivo.

Com aspectos mentais acometidos, os resultados no trabalho também acompanham o processo. A pessoa começa a ficar desmotivada, além de diminuir na produtividade ou mesmo provocar desavenças no ambiente. Consequentemente, é tomada pela sensação de baixa realização profissional.

Por fim, não podemos nos esquecer de manifestações físicas, como dor de cabeça crônica, desenvolvimento de úlceras e hipertensão arterial. Os aspectos físicos e mentais também direcionam para condições como insônia e abuso de substâncias, como álcool e drogas.

Em suma, o burnout afeta todas as esferas sociais, não restringindo seus prejuízos ao trabalhador com a síndrome. Família, amigos e até mesmo colegas de trabalho são atingidos pelas manifestações do problema.

A pandemia de Covid-19 agravou casos de burnout

Além do medo decorrente da Covid-19 em si, a intensificação das rotinas (profissionais e domésticas) e a ameaça do desemprego levaram ao esgotamento físico e mental de boa parte da população. Segundo a International Stress Management Association do Brasil (Isma), cerca de 30% dos brasileiros têm Síndrome de Burnout.

Para além do estresse do home-office, outro exemplo do impacto do burnout foi o que aconteceu com os trabalhadores da saúde durante o início e o ápice da pandemia de Covid-19. Entre eles, também existiram inúmeros casos de problemas de saúde à exaustão física.

Descubra os fatores desencadeantes

Vimos que o trabalho está diretamente associado ao desenvolvimento da Síndrome de Burnout. Entretanto, existem características específicas relativas à organização e ao tipo de ocupação, bem como da própria pessoa e da sociedade, que podem influenciar no impacto do burnout. Veja!

Fatores associados à organização

A autonomia e participação na tomada de decisões são aspectos importantes para contemplar um trabalhador. Contudo, em locais muito burocráticos, eles são impedidos. Mudanças constantes nas normas do local acarretam insegurança e erros. Um ambiente que favorece a falta de confiança, que impossibilita o colaborador de crescer na carreira ou que o faz gastar muito tempo e energia nas atribuições também contribui para o devastador impacto do burnout.

Fatores associados ao trabalho

Ainda sobre o trabalho, a sobrecarga ou constante exigência técnica são fatores de risco. Além disso, reforça-se que pouca participação nas decisões do local acarreta baixa satisfação.

Por isso, é importante que os gestores e os próprios colegas ofereçam suporte aos trabalhadores. Caso contrário, sentem-se desamparados ou mesmo desrespeitados.

Analisando as ocupações que mais são acometidas por burnout, há grande relação com aquelas que se responsabilizam por vidas, como os profissionais da saúde.

Por fim, não se pode ignorar os chamados trabalhadores noturnos. Estudos mostram que trabalhar no turno da noite, independentemente da área, gera transtornos para um a cada cinco trabalhadores.

Fatores associados ao indivíduo

Agora, vamos citar características das próprias pessoas que aumentam a predisposição para burnout, como: impaciência, perfeccionismo, competitividade, pessimismo, ansiedade, obsessivos, entusiastas. São muitas características, mas em comum, todas retratam a dificuldade para lidar com frustrações e com erros, sejam os próprios, sejam aqueles de outras pessoas.

Fatores associados à sociedade

Por fim, a família tem papel fundamental no impacto do burnout, pois a falta de apoio dos familiares e dos amigos aumenta a sensação de desamparo do profissional. Há, ainda, um conflito entre a relação de prestígio social e remuneração. Muitas vezes, o indivíduo abre mão de lazer e de situações de bem-estar para suprir suas necessidades financeiras.

Veja dicas para lidar com o problema

A principal dica para lidar com a Síndrome de Burnout é buscar ajuda de profissionais especializados. “Ah, mas eu procurei ajuda e meus sintomas foram menosprezados”, alguns podem afirmar. Infelizmente, a falta de empatia também ocorre no meio da saúde.

Nesse ponto, destacamos a importância do acompanhamento com o psicoterapeuta e o psiquiatra, os quais são especialista na área. O primeiro realiza uma abordagem não medicamentosa, que incentiva à reflexão sobre decisões, hábitos e as próprias ações.

Por outro lado, o psiquiatra atua no diagnóstico do transtorno em questão e até mesmo levanta hipóteses de outras manifestações, considerando a forte associação com depressão e ansiedade. Além disso, por ser um médico, ele está apto a prescrever medicamentos, caso seja necessário.

No mais, adote as mais do que conhecidas dicas para manter a saúde e o bem-estar no dia a dia. São elas:

  • alimentação saudável;
  • prática regular de atividades físicas;
  • encontrar um hobby para aliviar o estresse;
  • desligar o celular na hora de ir para a cama;
  • ter uma rotina do sono regrada;
  • ir à consultas médicas periódicas e fazer os exames de check-up, isso vale tanto para as mulheres, como para os homens.

Concluímos, enfim, que para tratar a síndrome e reduzir o impacto do burnout é importante uma avaliação completa da vida do indivíduo, a fim de identificar as melhores condutas. Será necessário o uso de medicamentos? Será interessante participar de um grupo de apoio? É melhor ser afastado do trabalho ou as condições viabilizam a recuperação? Todas essas perguntas são importantes, mas as respostas e, principalmente, as ações diante delas devem ser devidamente alinhadas com o especialista.

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